Nei Lopes, aos 80 anos, lança ‘Academia de Letras’ quase uma musicografia

Matéria feita pelo portal Ultrajano e publicado no dia 28/09/22. Confira aqui.

No ano em que completa 80 anos de vida, a importância do carioca Nei Lopes para o samba aparece discreta em uma infinidade de frentes em que ele tem atuado nos últimos 60 anos. Está tudo junto e misturado em seu trabalho de resgate da história dos povos e das culturas africanas no Brasil – no continente de origem e na diáspora africana.

Nessa área, aliás, publicou as indispensáveis “Enciclopédia Brasileira da Diáspora Africana” e “Novo Dicionário Banto do Brasil”. Na parte musical, é de sua autoria outra obra de referência que vai além da história do gênero, o “Dicionário da História Social do Samba”.

Em 500 páginas, seu novo livro “Academia de Letras” (Editora Contracorrente), que chega às livrarias este mês, reúne também boa parte das composições de Nei Lopes, reconhecido como um dos grandes sambistas de todos os tempos – tem parcerias notáveis com Wilson Moreira, Ivan Lins, Zé Renato, Fátima Guedes e Ed Motta e mais de 300 canções gravadas.

Intérprete de suas próprias músicas, também foi gravado por Gilberto Gil, Milton Nascimento, João Bosco, Djavan, entre outros. A obra é um tesouro da música popular no último meio século – começou a compor em 1972 –, enriquecido por notas explicativas escritas por ele próprio e que contextualizam o momento, as curiosidades e as parcerias, em muitos casos.

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